Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/18179
Title: Perfeccionismo e depressão pós-parto
Authors: Maia, Berta Maria Marinho Rodrigues 
Orientador: Macedo, António Ferreira de
Azevedo, Maria Helena Pinto de
Keywords: Personalidade; Depressão pós-parto; Perfeccionismo
Issue Date: 2011
Citation: MAIA, Berta Maria Marinho Rodrigues - Perfeccionismo e depressão pós-parto. Coimbra : [s.n.], 2011
Abstract: Introdução: São escassos os estudos que investigam a relação entre a depressão e as características de personalidade, nomeadamente o perfeccionismo. Objectivos: Avaliar o papel do perfeccionismo na depressão pós-parto. A prevalência de depressão em toda a vida e a prevalência e incidência de depressão perinatal foram igualmente estimadas. Métodos: 386 mulheres no terceiro trimestre de gravidez (idade média=30.08 anos; DP=4.205; variação=19-44) completaram a Multidimensional Perfectionism Scale na gravidez e o Beck Depression Inventory-II (BDI-II), a Postpartum Depression Screening Scale (PDSS) e o Profile of Mood States (POMS) e três questões adicionais para avaliar a ansiedade traço, o stresse e o apoio social na gravidez e no pós-parto. Os diagnósticos (CID-10 e DSM-IV) foram produzidos usando a versão portuguesa da Diagnostic Interview for Genetic Studies na gravidez e no pós-parto e o sistema OPCRIT. Para as análises estatísticas recorremos ao SPSS 15.0 e ao STATA. Resultados: A prevalência de depressão em toda a vida foi de 39.6%/CID-10 e de 35.0%/DSM-IV. A prevalência na gravidez foi de 2.3%/CID-10 e de 1.3%/DSM-IV; no pós-parto foi de 16.6% e de 11.7%, respectivamente. A incidência na gravidez foi de 0%/CID-10 e de .3%/DSM-IV e no pós-parto foi de 7.5%/CID-10 e de 4.9%/DSM-IV. A prevalência pontual na gravidez encontrada usando os pontos de corte do BDI-II variaram de 13.7% a 19.4% e usando a PDSS variaram de 14.2% a 17.9%. A prevalência pontual de depressão pós-parto usando BDI-II variou de .8% a 13.0% e usando a PDSS variou de 3.9% a 12.7%. O Perfeccionismo Auto-Orientado (PAO) apresentou correlações significativas com quase todas as dimensões do BDI-II, da PDSS e do POMS na gravidez; no pós-parto as correlações foram quase inexistentes. O Perfeccionismo Socialmente Prescrito (PSP) apresentou um padrão consistente de correlações significativas com a maioria das dimensões do BDI-II, POMS e PDSS na gravidez e no pós-parto. O mesmo padrão de correlações foi encontrado para os subcomponentes do PSP (Percepção de que os Outros Impõem Padrões Elevados para o Self/PSP-PpO e Aceitação Condicional/PSP-Ac). O PSP-PpO apresentou as correlações mais elevadas com o BDI-II e o PSP-Ac com a PDSS. As mulheres com níveis médios e elevados de PAO e PSP apresentaram na gravidez pontuações significativamente mais elevadas no BDI-II, POMS e PDSS comparativamente a mulheres com níveis baixos nestas dimensões. Este padrão manteve-se no pós-parto apenas para o PSP. O PSP e o PSP-PpO revelaram-se importantes preditores de sintomatologia depressiva (BDI-II e PDSS) no pós-parto e o PSP-Ac mostrou ser um importante preditor apenas para a sintomatologia depressiva avaliada pela PDSS. Nenhuma das dimensões do perfeccionismo se mostrou significativa na predição do diagnóstico de perturbação depressiva (CID-10 e DSM-IV). Conclusões. As prevalências foram mais elevadas quando a definição de „caso‟ se baseou em instrumentos de auto-resposta; a CID-10 produziu taxas mais elevadas do que o DSM-IV. O PAO é um importante correlato para a sintomatologia depressiva na gravidez. A associação preferencial encontrada entre o PSP e o BDI-II, POMS e PDSS reforça o seu carácter eminentemente negativo. O PSP, o PSP-PpO e PSP-Ac revelaram ser factores de risco para a sintomatologia depressiva no pós-parto, mas não para perturbação depressiva (CID-10 e DSM-IV) no pós-parto. Globalmente, os nossos resultados permitem-nos suportar o modelo diátese-stresse (para o PAO na gravidez), o modelo patoplástico (para o PAO na gravidez e para o PSP e subcomponente na gravidez e pós-parto) e o modelo de vulnerabilidade (para o PSP e seus subcomponentes no pós-parto).
Context: The studies investigating the relation between personality characteristics and depression are scarce, including perfectionism. Aims: To examine the role of perfectionism in postpartum depression development. Lifetime prevalence of depression and depression prevalence and incidence in perinatal period were also estimated. Methods: 386 women in their third trimester of pregnancy (mean age=30.08 years; SD=4.205; range=19-44) completed the Multidimensional Perfectionism Scale in pregnancy and Beck Depression Inventory-II (BDI-II), Postpartum Depression Screening Scale (PDSS), Profile of Mood States (POMS) and three additional questions evaluating anxiety trait, stress and social support, both in pregnancy and in the postpartum. Diagnosis (ICD-10 and DSM-IV) were obtained using the Portuguese version of the Diagnostic Interview for Genetic Studies in pregnancy and postpartum and the OPCRIT system. SPSS 15.0 and STATA software‟s were used. Results: The lifetime prevalence of depression was of 39.6%/CID-10 and of 35.0%/DSM-IV. One-month prevalence in pregnancy was of 2.3%/ICD-10 and 1.3%/DSM-IV; in postpartum it was of 16.6% and 11.7%. Pregnancy incidence was of 0%/ICD-10 and .3%/DSM-IV and in the postpartum of 7.5%/ICD-10 and 4.9%/DSM-IV. Depression pregnancy point prevalence found with BDI-II cut-offs ranged from 13.7% to 19.4% and with PDSS cut-offs from 14.2% to 17.9%. Postpartum depression point prevalence found with BDI-II cut-offs ranged from .8% to 13.0% and with PDSS from 3.9% to 12.7%. Self-Oriented Perfectionism (SOP) showed significant correlations with nearly of the BDI-II, PDSS and POMS dimensions in pregnancy; in postpartum correlations were almost inexistent. Socially Prescribed Perfectionism (SPP) showed a consistent pattern of significant correlations with almost of the BDI-II, PDSS and POMS dimensions both in pregnancy and postpartum. With respect to SPP subcomponents, the same pattern of correlations was found. SPP-Others High Standards (OHS) showed higher correlations with BDI-II, while SPP-Conditional Acceptance (CA) presented higher correlations with PDSS. Women with higher SOP and SPP scores presented in pregnancy higher BDI-II, POMS and PDSS scores comparing with women with low scores in these dimensions. The same finding was found in postpartum only for SPP. SPP and SPP-HOS showed to be important predictors of depressive symptomatology (BDI-II and PDSS) in the postpartum and SPP-CA shown to be an important predictor only for depressive symptomatology assessed by PDSS. None of the perfectionism dimensions predicted depression diagnoses (ICD-10 and DSM-IV). Conclusions: Self-report measures generated higher prevalence estimates; ICD-10 produced higher rates comparing to DSM-IV. SOP was an important correlate for depressive symptomatology in pregnancy. The preferential association found between SPP and BDI-II, POMS and PDSS reinforces its negative character. SPP, SPP-HOS and SPP-CA showed to be important risk factors for depressive symptomatology in postpartum, but not for postpartum depression (ICD-10 and DSM-IV). In general, our results gives support to diathesis-stress model (for SOP in pregnancy), the patoplastic model (for SOP in pregnancy and SPP and its subcomponents in pregnancy and postpartum) and the vulnerability model (for SPP and its subcomponents in postpartum).
Description: Tese de doutoramento em Medicina (Ciências Biomédicas), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/18179
Rights: openAccess
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