Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10316/17847
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dc.contributor.advisorSantos, Boaventura de Sousa-
dc.contributor.authorMartins, Bruno Daniel Gomes de Sena-
dc.date.accessioned2011-12-07T11:49:29Z-
dc.date.available2013-12-07T03:00:06Z-
dc.date.issued2011-10-11-
dc.identifier.citationMartins, Bruno Sena - Lugares da cegueira : Portugal e Moçambique no trânsito de sentidos. Coimbra, 2011por
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10316/17847-
dc.descriptionTese de doutoramento em Sociologia (Sociologia da Cultura, do Conhecimento e da Comunicação), da apresentada à Universidade de Coimbra, sob a orientação de Boaventura Sousa Santos.por
dc.description.abstractO presente trabalho assume como ponto de partida a análise etnográfica da realidade das pessoas cegas em Portugal com o intuito central de explorar as relações entre as histórias de vida das pessoas cegas e os valores culturais dominantes através dos quais a cegueira é pensada. A persecução‖desta‖relação‖identifica‖a‖singular‖vitalidade‖de‖uma‖‚narrativa‖da‖tragédia‖pessoal‛‖ (Oliver, 1990) enquanto a gramática de sentido que se apõe às experiências particulares das pessoas cegas. Assim, seja no intuito de deslindar a relação entre experiência e representação cultural, seja para compreender a tenacidade das noções de tragédia e infortúnio em torno da cegueira, foram desenvolvidas linhas de inquirição cuja pertinência, mais ou menos prefigurada, se foi sedimentando como incontornável. Nesse sentido, surgem no texto da presente tese elementos diversos, produto de diferentes tempos, corpos, lugares e metodologias de análise, que expõem a contingência sócio-histórica nos valores socialmente adscritos à cegueira. Somos colocados perante quadro que, em termos latos, se oferece a uma destabilização dos termos em que a cegueira foi culturalmente fixada no Ocidente. Tanto quanto conhecer que ecos simbólicos que permanecem connosco desde a antiguidade, importa perceber de que modo a modernidade resignificou a cegueira, desde logo pela sua redefinição enquanto deficiência visual à luz da biomedicina moderna. Assim, analisamos como a modernidade ocidental — apesar das promessas que se materializariam no advento do Braille — forjou uma reinvenção da exclusão social. Além de uma problematização dos muitos dos elementos com que procuramos perceber os quadros de vivência da cegueira em Portugal, o presente trabalho procura fazer assentar os questionamentos epistemológicos suscitados pela cegueira numa comparação com a realidade de Moçambique a partir de uma etnografia realizada naquele país. A exploração empírica do contexto moçambicano emerge, fundamentalmente, com o objectivo de aceder a contextos da cegueira desafiadores da historicidade que define os valores que no Ocidente foram sendo apostos à experiência de quem não vê. Nesse sentido, analisamos a história institucional que em Moçambique se forjou em torno da cegueira, os quadros de vida que se ligam fortemente às convulsões recentes na história moçambicana, e as variáveis que mais marcadamente definem diferentes habitats para a experiência da cegueira. Detemo-nos de forma significativa nas implicações de uma concepção da cegueira que invariavelmente vincula a sua etiologia a histórias sócio-espirituais, numa persuasão‖ próxima‖ da‖ ideia‖ de‖ que‖ ‚em‖Moçambique‖ não‖ h{‖ cegueira‖ sem‖ feitiço‛.‖Ao explorar o impacto das leituras sócio-espirituais da cegueira na vida das pessoas cegas, nos seus itinerários terapêuticos, procuramos entender‖ como‖ a‖ ‚diferença paradigm{tica‛ — entre a cegueira como produto de feitiço e a cegueira naturalizada como deficiência visual — forja diferentes quadros de experiência. Em particular, partimos da hipótese das narrativas de cegueira enquanto histórias de resistência para pensar como os itinerários pessoais se constituem em contraposição aos valores dominantes que, em Portugal e em Moçambique, definem os esquemas se imbricam na experiência da cegueira. Intentamos uma viagem que atravessa tempos, espaços e experiências na carne; uma viagem que põe no lugar o "feitiço" que forjou noção a hegemónica de cegueira no Ocidente.por
dc.language.isoporpor
dc.publisherFEUCpor
dc.rightsembargoedAccesspor
dc.titleLugares da cegueira : Portugal e Moçambique no trânsito de sentidospor
dc.typedoctoralThesis-
dc.peerreviewedYespor
uc.controloAutoridadeSim-
item.openairecristypehttp://purl.org/coar/resource_type/c_18cf-
item.openairetypedoctoralThesis-
item.cerifentitytypePublications-
item.grantfulltextopen-
item.fulltextCom Texto completo-
item.languageiso639-1pt-
crisitem.advisor.researchunitCES – Centre for Social Studies-
crisitem.advisor.parentresearchunitUniversity of Coimbra-
crisitem.advisor.orcid0000-0003-3359-3626-
crisitem.author.researchunitCES – Centre for Social Studies-
crisitem.author.parentresearchunitUniversity of Coimbra-
crisitem.author.orcid0000-0003-3367-9155-
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FEUC- Teses de Doutoramento
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