Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/88943
Title: Fármacos com efeitos anticolinérgicos em idosos institucionalizados: comparação de diferentes escalas
Authors: Magalhães, Maria Isabel do Amaral Osório Faria de
Orientador: Caetano, Maria Margarida Coutinho Seabra Castel-Branco
Keywords: Anticolinérgicos; Idoso
Issue Date: Sep-2015
Place of publication or event: Coimbra
Abstract: Introdução: Os efeitos adversos dos medicamentos com ação anticolinérgica são conhecidos: xerostomia, visão turva, obstipação (periféricos); confusão, perda de memória, declínio cognitivo (centrais). Têm-se desenvolvido várias ferramentas numa tentativa de medir a exposição total dos doentes aos fármacos anticolinérgicos. Essas escalas classificam os medicamentos em diferentes categorias consoante o grau de atividade anticolinérgica, permitindo calcular a carga anticolinérgica total resultante de todos os medicamentos de um dado doente. A informação relativa à sobreposição ou divergência entre escalas é, contudo, ainda limitada. Objetivo: Foi objetivo da presente monografia calcular a carga anticolinérgica total e comparar os resultados obtidos numa população residente num lar de idosos usando 3 escalas diferentes. Metodologia: A carga anticolinérgica total foi calculada nos 32 idosos institucionalizados (Lar do Seixo, Mira, Portugal) segundo a Anticholinergic Cognitive Burden (ACB), a Anticholinergic Drug Scale (ADS) e a Anticholinergic Risk Scale (ARS). Compararam-se os valores das diferentes escalas com testes emparelhados não paramétricos (Wilcoxon signed ranks test). Resultados: A população em estudo apresentou uma média de 86,6±8,7 anos e de 5,3±2,8 medicamentos/idoso. A carga anticolinérgica foi considerada nula em 46,9% (ACB), 40,6% (ADS) e 75,0% (ARS); baixa em 31,25% (ACB), 46,9% (ADS) e 18,8% (ARS); elevada em 21,9% (ACB), 12,5% (ADS) e 6,25% (ARS) dos idosos. A carga anticolinérgica total foi, em média, de 1,34 (ACB), 1,25 (ADS) e 0,5 (ARS). Apenas 37,5 % dos doentes foram classificados da mesma forma pelas 3 escalas. Observou-se maior concordância entre as escalas ACB e ADS (59,4%) do que entre ARS e ADS (50,0%) ou ACB e ARS (46,9%). Observou-se diferença significativa entre as pontuações de ACB e ARS (p=0,001) e entre ARS e ADS (p=0,002), mas não entre ACB e ADS (p=0,635). Conclusão: Os resultados confirmam que as escalas utilizadas não são sobreponíveis. A escala ACB foi a que obteve pontuação mais elevada. Em vez de se basearem em farmacologia teórica, será necessário realizar estudos de avaliação de resultados (outcome assessment) para eleger a escala mais adequada antes de recomendar uma delas para uso na prática clínica.
Introduction: Adverse effects of drugs with anticholinergic effects are well known: dry mouth, blurred vision, constipation (peripheral); confusion, memory loss, cognitive decline (central). Several tools have been developed in an attempt to measure the total exposure of patients to anticholinergic drugs. These scales classify drugs into different categories depending on the degree of anticholinergic activity, allowing to calculate the total anticholinergic load of all drugs of a particular patient. However, information on the overlap or disagreement between scales is still limited. Objective: The purpose of this monograph is to calculate the total anticholinergic load in a nursing home population using three different scales and compare the results. Methods: The total anticholinergic load was calculated in 32 institutionalized elderly patients (Seixo’s nursing home, Mira, Portugal) using the Anticholinergic Cognitive Burden (ACB) scale, Anticholinergic Drug Scale (ADS) and Anticholinergic Risk Scale (ARS). The scores of different scales were compared using nonparametric paired tests (Wilcoxon signed ranks test). Results: The study population had a mean age of 86,6±8,7 years, with a mean of 5,3±2,8 medications/elderly. Total anticholinergic load was considered null in 46,9% (ACB), 40,6% (ADS) and 75,0% (ARS) of the elderly population; low in 31,25% (ACB), 46,9% (ADS) and 18,8% (ARS); and high in 21,9% (ACB), 12,5% (ADS) and 6,25% (ARS) of the elderly. Total anticholinergic load was on average 1,34 (ACB), 1,25 (ADS) and 0,5 (ARS). Only 37,5% of patients were classified the same way by the 3 scales. There was greater agreement between the ACB and ADS (59,4%) than what was observed between the ARS and ADS (50,0%) and the ACB and ARS (46,9%). A statistically significant difference was observed between the ACB and ARS (p=0,001), as well as between the ARS and ADS (p=0,002), but not between the ACB and ADS (p=0,635). Conclusion: The results confirm that the scales used do not overlap. The ACB scale had the highest score. Instead of relying on theoretical pharmacology, it is necessary to perform outcome assessment studies to choose the most appropriate scale before recommending a scale for use in clinical practice.
Description: Monografia realizada no âmbito da unidade Estágio Curricular do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, apresentada à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/88943
Rights: openAccess
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