Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82287
Title: Abcessos cerebrais, subdurais e epidurais em Pediatria - experiência de 11 anos
Other Titles: Brain, subdural and epidural abscesses in Paediatrics - 11 year experience
Authors: Santos, Inês Correia Neves dos 
Orientador: Brett, Ana Cristina de Oliveira
Rodrigues, Fernanda Maria Pereira
Keywords: abcesso cerebral; abcesso subdural; abcesso epidural; pediatria; antibioticoterapia; brain abscess; subdural abscess; epidural abscess; paediatrics; antibiotics
Issue Date: 14-Mar-2018
Serial title, monograph or event: Abcessos cerebrais, subdurais e epidurais em Pediatria - experiência de 11 anos
Place of publication or event: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Abstract: Introdução: Os abcessos cerebrais, subdurais e epidurais, apesar de pouco frequentes na população pediátrica, apresentam morbilidade e mortalidade significativas. O objetivo deste estudo foi caracterizar as crianças e adolescentes com estes diagnósticos e a respetiva abordagem médico-cirúrgica, ao longo de um período de 11 anos, num hospital pediátrico. Material e métodos: Estudo descritivo retrospetivo dos processos clínicos de crianças e adolescentes diagnosticados com abcesso cerebral, subdural ou epidural, no Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, durante um período de 11 anos (1 de julho de 2006 a 30 de junho de 2017). Até fevereiro de 2011, eram admitidas crianças dos 0 aos 13 anos e, após essa data, dos 0 aos 18 anos. Foram analisados dados demográficos, comorbilidades, fatores predisponentes, antibioticoterapia prévia, manifestações clínicas, imagiologia inicial, resultados laboratoriais, tratamento médico-cirúrgico, intervalos temporais das manifestações clínicas e das etapas de diagnóstico e tratamento, microbiologia e evolução clínica após a alta. Resultados: Foram incluídas 16 crianças, 11 do sexo masculino, com idade mediana de 8,8 anos. A existência de fatores predisponentes verificou-se em 81,3%, sendo os mais frequentes o trauma (37,5%) e a sinusite (25%). Predominaram os sintomas inespecíficos e 37,5% das crianças apresentou a tríade clássica de febre, cefaleias e défice neurológico focal. A tomografia computadorizada foi o exame de imagem inicial mais usado (68,8%). Os agentes etiológicos mais frequentemente identificados nos abcessos cerebrais foram bactérias estritamente anaeróbias (38,5%), no abcesso subdural o grupo Streptococcus anginosus (40%) e no abcesso epidural Staphylococcus aureus (100%), com 43,8% das crianças tendo recebido tratamento antibiótico empírico combinado com ceftriaxone, vancomicina e metronidazol, 56,3% corticoterapia e 93,8% submetidas a intervenção cirúrgica. A mortalidade foi nula e 12,5% das crianças ficaram com sequelas, tratando-se de casos de abcessos subdurais como complicações de outros diagnósticos primários. Discussão: O caráter inespecífico das manifestações clínicas e a falta de consenso nas guidelines existentes dificultam o diagnóstico e a escolha da terapêutica. Conclusão: É importante manter a vigilância clínica e epidemiológica destes abcessos para encurtar o intervalo temporal entre o início dos sintomas e o diagnóstico, e para melhor adequação da terapêutica empírica à epidemiologia local, com o intuito de evitar resistências crescentes a antibióticos e de melhorar o prognóstico.
Introduction: Brain, subdural and epidural abscesses although rare in the paediatric population, have significant morbidity and mortality. This study aimed to characterise children and adolescents with these diagnoses and their medical-surgical approach over a period of 11 years, in a paediatric hospital. Material and methods: Retrospective descriptive study of the medical records of children and adolescents diagnosed with brain, subdural or epidural abscesses at Hospital Pediátrico of Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra during a period of 11 years (July 1st 2006 to June 30th 2017). Until February 2011 children from 0 to 13 years old could be admitted to hospital and after that from 0 to 18 years old. Demographic data, comorbidities, predisposing factors, previous antibiotic treatment, clinical features, initial imaging, laboratorial results, medical-surgical treatment, time gap between relevant clinical landmarks, diagnosis and treatment, microbiology and post-discharge clinical follow-up were analysed. Results: Sixteen children were included, 11 male, median age of 8.8 years. The presence of predisposing factors was found in 81.3%, with the most frequent being trauma (37.5%) and sinusitis (25%). Nonspecific symptoms predominated and 37.5% of the children presented the classic triad of fever, headache and focal neurological deficit. Computed tomography was the most used initial imaging test (68.8%). The most frequent etiological agents identified in brain abscesses were strictly anaerobic bacteria (38.5%), in subdural abscesses was the Streptococcus anginosus group (40%) and in the epidural abscess was Staphylococcus aureus (100%), with 43.8% of the children having received combined empiric antibiotic treatment with ceftriaxone, vancomycin and metronidazole, 56.3% corticotherapy and 93.8% being submitted to surgical intervention. Mortality was null and 12.5% of the children had sequelae, related to cases of subdural abscesses as complications of other primary diagnoses. Discussion: The nonspecific clinical features and the lack of clear and consensual current guidelines complicate diagnosis and therapeutic choices. Conclusion: It is important to maintain clinical and epidemiological surveillance of these abscesses to shorten the time gap between the onset of symptoms and the diagnosis, and to better adjust the empirical treatment to local epidemiology, to avoid increasing antibiotic resistance and to improve outcomes.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82287
Rights: closedAccess
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