Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/82128
Title: Esofagite Eosinofílica - Uma Revisão Fisiopatológica
Other Titles: Eosinophilic Esophagitis - A Physiopathological Review
Authors: Nunes, Bruno André Puim 
Orientador: Pinto, Anabela Mota
Gradiz, Rui Vasco Quintais
Keywords: Esofagite eosinofílica; Fisiopatologia; Etiologia; Hipersensibilidade alimentar; Inflamação; Eosinophilic esophagitis; Physiopathology; Etiology; Food hypersensitivity; Inflammation
Issue Date: 11-Jun-2018
Serial title, monograph or event: Esofagite Eosinofílica - Uma Revisão Fisiopatológica
Place of publication or event: Área Científica de Fisiopatologia
Abstract: Eosinophilic esophagitis (EoE) is a chronic disease, triggered by food antigens and mediated by a Th2 inflammatory response. The disease was first described about 3 decades ago and is characterized clinically by symptoms of esophageal dysfunction. EoE is also associated with atopic comorbidities and, histologically, there is an eosinophilic infiltrate in the esophageal tissue. The knowledge of this disease’s pathophysiology is still far from enlightened, however great progress has been made in understanding the genetic and molecular mechanisms behind it, allowing for the development of better methods of diagnosis, prediction of disease risk and of more effective treatments. The review of the research done in this area puts the findings of the various studies in perspective, brings up the inconsistencies between them, and allows a knowledge update, regarding the latest discoveries obtained in the area.The literature search was performed using the PubMed database and the equation of research "eosinophilic esophagitis/pathology OR eosinophilic esophagitis/ etiology", applying the inclusion filters of articles published only in Portuguese or English, between 1 of January 2008 to the present date and only articles with abstract available. Bibliographical references of those articles and other articles not included in the research, but with importance in the global knowledge of the subject, were also consulted.Despite the great relationship between eosinophilic esophagitis and allergic/atopic comorbidities, there is no classical immediate and immunoglobulin E (IgE) mediated response as a pillar of EoE pathophysiology. Genetic heritability appears to be low and suggests that the shared environment should be the biggest factor for disease risk, which includes early exposure to exogenous antigens and a microbiome alteration.There is an exaggerated Th2 inflammatory response to antigens, with deregulation of the expression of chemoattractant molecules, such as thymus stromal lymphopoetin and eotaxin-3, but also of epithelial barrier molecules, such as desmoglein, filaggrin, and calpain-14. Genetic studies confirmed the involvement and over-expression of calpain-14, of the thymic stromal lymphopoetin (and its membrane receptor) and revealed the implication of the STAT6 pathway.In all studies researched, there seems to be a consensus that, to develop EoE, a dysfunctional epithelial barrier with abnormal expression of desmoglein, filaggrin and other components is required. This dysfunction may exist as an initial triggering factor or caused by the existing inflammation. There is also a hypersensitivity of the epithelium, with exaggerated production of basophil and eosinophil chemoattractants, in the presence of interleukins such as IL-4, IL-5 and IL-13, which influence cell recruitment and inflammation. Eosinophils recruited into the tissue release toxic proteins that contribute to the inflammation of the esophagus and stimulate the production of extracellular matrix proteins, leading to long-term esophageal fibrosis. Future studies should focus on the molecular components already proven to be most important in the pathophysiology of the disease, in order to differentiate the initial and precipitating deregulations of the disease from the dysregulations that are a consequence of the active disease.
A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença crónica, desencadeada por antigénios alimentares e mediada por uma resposta inflamatória Th2. A doença foi inicialmente descrita há cerca de 3 décadas, e é caracterizada clinicamente por sintomas de disfunção esofágica. Tem associação a comorbilidades atópicas e, histologicamente, existe um infiltrado eosinofílico no tecido esofágico. O conhecimento da fisiopatologia desta doença ainda está longe de estar esclarecido, no entanto têm existido grandes progressos na compreensão dos mecanismos genéticos e moleculares por detrás da mesma, possibilitando o desenvolvimento de melhores métodos de diagnóstico, de predição de risco da doença e de tratamentos mais eficazes. A revisão dos trabalhos investigacionais feitos nessa área coloca em perspetiva os achados dos vários estudos, traz ao de cima as incongruências entre os mesmos, e permite uma atualização relativamente ao mais recente conhecimento obtido na área.A pesquisa bibliográfica foi realizada utilizando a base de dados PubMed e com a equação de pesquisa “eosinophilic esophagitis/pathology OR eosinophilic esophagitis/etiology”, aplicando os filtros de inclusão de trabalhos publicados apenas na língua portuguesa ou inglesa, entre 1 de janeiro de 2008 até ao presente e apenas artigos com abstract disponível. Foram ainda consultadas referências bibliográficas destes artigos e outros artigos não incluídos na pesquisa, mas com importância no conhecimento global do tema. Apesar da grande relação entre a esofagite eosinofílica e as comorbilidades alérgicas/atópicas, não parece haver uma resposta imediata clássica mediada por imunoglobulina E (IgE) na base da fisiopatologia da EoE. A herdabilidade genética parece ser baixa e sugere que o meio ambiente partilhado deverá ser o maior responsável pelo risco de doença, tal como a exposição precoce a antigénios exógenos e a alteração do microbioma. Existe uma resposta inflamatória Th2 exagerada a antigénios, com desregulação da expressão de moléculas quimioatratoras, como a linfopoetina estromal tímica e eotaxina-3, mas também de moléculas relacionadas com a barreira epitelial, como desmogleína, filagrina e calpaína-14. Estudos genéticos confirmaram o envolvimento e sobre-expressão de calpaína-14, da linfopoetina estromal tímica (e do seu recetor membranar) e revelaram também a implicação da via STAT6.Em todos os estudos parece existir consenso de que, para existir EoE, é necessária uma barreira epitelial disfuncional, com expressão anormal de desmogleína e filagrina, entre outros componentes. Esta disfunção pode existir como fator despoletante inicial ou como consequência da inflamação. Há uma hipersensibilidade do epitélio, com produção exagerada de quimioatratores de basófilos e eosinófilos, na presença de interleucinas como IL-4, IL-5 e IL-13, que influenciam o recrutamento celular e a inflamação. Os eosinófilos recrutados para o tecido libertam proteínas tóxicas que contribuem para a inflamação no esófago e estimulam a produção de proteínas de matriz extracelular, levando à fibrose esofágica verificada a longo prazo. Estudos futuros devem incidir nos componentes moleculares já comprovados como sendo os mais importantes na fisiopatologia da doença, no sentido de diferenciar as desregulações iniciais e precipitantes da doença, das desregulações consequentes da doença ativa.
Description: Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
URI: http://hdl.handle.net/10316/82128
Rights: embargoedAccess
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