Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/48517
Title: Tibial pressure pain : evaluation of its prevalence and correlations
Authors: Antunes, Hugo Manuel Pontes 
Orientador: Silva, José António Pereira da
Matos, João Pedro Vitória Vieira de
Keywords: Reumatologia; Tíbia; Dor; Fibromialgia; Vitamina D
Issue Date: 2011
Abstract: Introdução: A dor à pressão tibial, caracterizada pela presença de dor quando se exerce uma pressão digital ligeira sobre a face antero-interna da tíbia (ao pesquisar edema dos membros inferiores, por exemplo), parece ser um achado frequente na prática clínica. Contudo, esta entidade não se identifica na literatura médica nem nos foi possível encontrar quaisquer estudos ou orientações sobre a sua possível etiologia e adequada interpretação clínica. Enquanto alguns clínicos sugerem a relação da dor à pressão tibial com níveis diminuídos de vitamina D, outros defendem que pode ser uma manifestação de fibromialgia; outros ainda entendem não atribuir qualquer relevância clínica a este achado. Objectivos: O principal objectivo deste estudo foi avaliar a prevalência da dor à pressão tibial. Como objectivos secundários procurámos analisar a associação entre o baixo limiar de dor à pressão tibial e fibromialgia, vitamina D, hormonas tiroideias, ansiedade e depressão. Métodos: A nossa amostra foi constituída por 63 elementos do sexo feminino, divididos por três grupos de 21 indivíduos: um grupo de pacientes fibromiálgicos, um grupo constituído pelas suas irmãs não fibromiálgicas e outro pelas suas mães. Todos os elementos foram submetidos a colheita de sangue para doseamento dos níveis de 25(OH)D, TSH, T3 e T4 livre. A avaliação do limiar da dor foi efectuada com o recurso a um dolorímetro de pressão. Foram testados os limiares dolorosos da face antero-interna das tíbias, do manúbrio externo e do leito ungueal dos dedos indicadores. Todos os indivíduos preencheram a versão portuguesa do Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Resultados: Verificou-se a ocorrência de dor à pressão tibial, a uma pressão menor do que 4 kg/cm2, em quase dois terços da amostra (61,9%), sendo que 43,6% destes correspondiam a pacientes com o diagnóstico de fibromialgia. A média do limiar de dor à pressão tibial nas pacientes fibromiálgicas (3,01 ± 1,60 Kg/cm2) mostrou-se significativamente inferior (p<0,005) quando comparado com a média do limiar doloroso obtido no grupo das irmãs saudáveis (4,68 ± 1,67 Kg/cm2) e no grupo das mães (3,92 ± 2,13). Não foram encontradas relações estatísticas significativas (p>0,05) entre a presença de dor à pressão tibial e os biomarcadores estudados (níveis de 25(OH)D e hormonas tiroideias), ansiedade ou depressão. Conclusões: No nosso estudo observámos uma alta prevalência de dor à pressão tibial em todos os grupos. Foi encontrada uma relação estatisticamente significativa entre fibromialgia e dor à pressão tibial. No entanto, mais estudos serão necessários para esclarecer a etiologia da dor provocada pela pressão tibial.
Background: Tibial pressure pain, defined as pain elicited when mild digital pressure is applied to the tibial shins (as when looking for lower limb edema), seems to be a frequent finding in clinical practice. However, we were unable to find any description of this finding in textbooks and no studies or orientations regarding its possible etiology or adequate clinical interpretation seem to be available. Some clinicians associate this phenomenon with reduced vitamin D values while others argue that it could be a manifestation of fibromyalgia (FM); some clinicians disregard it as having no relevant meaning. Objective: The primary outcome of this study was to evaluate the prevalence of tibial pressure pain. As secondary outcomes we investigated its association with fibromyalgia, vitamin D, thyroid hormones, anxiety and depression. Methods: Our sample was constituted by 63 female subjects divided into three groups of 21 elements. One group was formed by fibromyalgia patients, another by their unaffected sisters and the last by patients’ mothers. A fasting blood sample was collected in all subjects. We measured 25(OH)D, TSH, fT3 and fT4 hormones. Pressure pain threshold was assessed at tibial shins, sternal manubrium and nail bed of index fingers. All subjects answered to the Portuguese version of Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Results: Tibial pressure pain was present in almost two thirds of our sample (61,9%), at less than 4 kg/cm2 of pressure, and 43,6% of them were FM patients. The last ones had a lower tibial pressure pain threshold (3,01 ± 1,60 Kg/cm2) than their sisters (4,68 ± 1,67 Kg/cm2) and mothers (3,92 ± 2,13) (p<0,005). No statistically significant relation (p>0,05) was found between reduced pressure pain threshold and either the biomarkers tested (thyroid hormones and 25(OH)D values) or the scores of anxiety or depression. Conclusions: In our study we observed that tibial pressure pain was highly prevalent in all the groups. We found a statistically significant relation between reduced tibial pressure pain threshold and fibromyalgia. Further studies are needed in order to clarify the etiology of tibial pressure pain
Description: Trabalho final de mestrado integrado em Medicina área científica de Reumatologia, apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/48517
Rights: openAccess
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