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Title: Complicações cardiovasculares na acromegalia-fisiopatologia : evolução e resposta terapêutica
Authors: Tavares, Andreia Filipa Lopes 
Orientador: Paiva, Isabel
Carvalheira, Manuela
Keywords: Acromegalia; Mortalidade; Miocardiopatia; Valvulopatia; Hipertensão arterial; Arritmias; Doença coronária
Issue Date: Mar-2013
Abstract: A acromegalia é uma patologia endócrina que acarreta um risco de morte precoce superior à da população geral, quando não tratada adequadamente. Em larga medida, a maior mortalidade deve-se a complicações cardiovasculares que incluem, nomeadamente, a miocardiopatia, hipertensão arterial, valvulopatia, arritmias e doença coronária. A miocardiopatia, a complicação cardiovascular mais frequente, apresenta características comuns em doentes acromegálicos, não só pelos achados histológicos típicos, mas também pela evolução da disfunção ventricular, que em casos avançados se torna irreversível. A etiopatogenia da hipertensão arterial na acromegalia permanece em discussão, mas pensa-se que alguns dos mecanismos subjacentes estarão interligados. Já no que diz respeito às arritmias cardíacas, a fibrose miocárdica parece ser a principal responsável pelo seu aparecimento. Os eventos disrítmicos são, aliás, apontados como a principal causa de morte súbita em doentes com acromegalia. A valvulopatia, mais comumente mitral e aórtica, raramente surge de forma isolada na acromegalia, estando normalmente associada à miocardiopatia e à hipertensão arterial. A disfunção endotelial, a aterosclerose e a isquemia coronária são processos correlacionados, que podem ser avaliados de forma indireta por dois índices: a IMT e o FMD. A acromegalia propicia o aparecimento de outras complicações como a diabetes mellitus ou a dislipidémia que contribuem para o agravamento das modificações cardiovasculares. A hipertensão arterial, quando presente, também atua como fator de risco cardiovascular, tendo um importante valor negativo no prognóstico. A rapidez no diagnóstico e a escolha terapêutica pode determinar o sucesso ou fracasso no controlo e na reversibilidade das complicações cardiovasculares na acromegalia, visto que o tempo de exposição a níveis elevados de GH/IGF-1 parece ser o principal determinante da evolução da doença. São vários os estudos que comprovam os efeitos benéficos cardiovasculares dos análogos da somatostatina e o potencial promissor do pegvisomant, relegando para as últimas linhas terapêuticas opções como os agonistas da dopamina e a radioterapia. Acromegaly is an endocrine disorder that carries a higher risk of premature death than in the general population, when not treated properly. To a large extent, increased mortality is due to cardiovascular complications, such as cardiomyopathy, hypertension, valvular heart disease, arrhythmias and coronary disease. Cardiomyopathy, the most common cardiovascular complication, shows common features among acromegalic patients, not only by typical histological findings, but also by development of ventricular dysfunction, which may be irreversible in severe cases. The pathogenesis of Hypertension in acromegaly remains under discussion, but it is thought that some of the underlying mechanisms are connected. With respect to cardiac arrhythmias, myocardial fibrosis seems to be the primary responsible for its development. Arrhythmic events are indeed identified as the main cause of sudden death in patients with acromegaly. The valve disease, most commonly mitral and aortic, rarely appears isolated and it is usually associated with cardiomyopathy and hypertension. Endothelial dysfunction, atherosclerosis and coronary ischemia are correlated processes, which can be assessed indirectly by two indices: IMT and FMD. Acromegaly drives to other complications as diabetes mellitus and dyslipidemia that contribute to deterioration of cardiovascular changes. Hypertension, also acts as a cardiovascular risk factor and has an important negative prognosis. Early diagnosis and the therapeutic choice can determine the success or the failure in control and reversibility of cardiovascular complications in acromegaly, since time of exposure to high levels of GH/IGF-1 seems to be the main determinant of disease progression. There are several studies showing the cardiovascular beneficial effects of somatostatin analogs and pegvisomant promising potential, relegating dopamine agonists and radiotherapy to the last therapeutic options.
Description: Trabalho de revisão do 6º ano médico com vista à atribuição do grau de mestre (área científica de endocrinologia) no âmbito do ciclo de estudos de Mestrado Integrado em Medicina.
URI: http://hdl.handle.net/10316/33407
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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