Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/32624
Title: From scaffolds to endodontic sealers in dentistry: an in vitro and in vivo approach
Authors: Pereira, Sara 
Orientador: Figueiredo, Margarida
Santos, Ana Cristina
Keywords: Engenharia biomédica; Ciências da Saúde; Medicina dentária; Engenharia de tecidos; Endodoncia; Biomaterial; Citotoxidade
Issue Date: Oct-2015
Serial title, monograph or event: From scaffolds to endodontic sealers in dentistry: an in vitro and in vivo approach
Abstract: A biocompatibilidade descrita como a capacidade de um material para desempenhar uma resposta apropriada numa determinada aplicação com o minimo de reacções alérgicas, inflamatórias ou tóxicas quando em contacto com tecidos, é uma das características mais importantes dos materiais utilizados em Engenharia de Tecidos e em Medicina Dentária. A Engenharia de Tecidos é uma área científica em contínua expansão. Os desenvolvimentos conseguidos por esta área têm contribuído significativamente para diversos avanços no campo da Medicina Regenerativa, ciência que combina conhecimentos de áreas tão distintas como a Engenharia de Materiais e a Biologia, com o objectivo de desenvolver substitutos sintéticos para os tecidos humanos. Para se atingir este objectivo, a metodologia mais utilizada actualmente envolve o uso de estruturas porosas tridimensionais (scaffolds), biocompatíveis e biodegradáveis, em conjugação com células, de forma a promover a regeneração de tecidos. Este processo compreende no mínimo três fases distintas: a produção das estruturas 3D, esterilização e deposição celular nos scaffolds e por último, cultura celular do conjunto scaffolds-células. Por sua vez, a Medicina Dentária tem registado actualmente uma crescente importância, nomeadamente na área de endodoncia. Consequentemente, o desenvolvimento de cimentos de obturação endodônticos biocompativeis, tornou-se de extrema importância, uma vez que estes poderão contactar directamente com diversos tipos de células, principalmente se ocorrer extrusão do material para os tecidos periapicais. Estão disponíveis comercialmente inúmeros cimentos de obturação, com diferentes formulações, cuja biocompatibilidade tem sido estudada in vitro e in vivo ao longo dos últimos anos. Contudo, todos os cimentos endodônticos disponíveis comercialmente mostram algum nível de citotoxicidade. Por este motivo, têm surgido novos cimentos de obturação, os quais têm permitido desenvolver novas abordagens. Neste sentido, ao longo deste trabalho pretendeu-se avaliar a citotoxicidade de dois tipos diferentes de materiais: scaffolds e cimentos endodônticos, estes últimos também designados de cimentos de obturação. Assim, o primeiro objectivo deste trabalho pretendia avaliar a citotoxicidade in vitro de scaffolds de PCL e scaffolds constituídos por PCL/HA. Para tal fabricaram-se scaffolds não só com diferentes teores de HA (10% e 25% de HA), mas também abragendo diferentes tipos de HA: sintética e natural. Os scaffolds foram fabricados pela técnica de bioextrusão controlada por computador, com diferentes características arquitectónicas (300 μm de espessura do filamento, 300 e 600 μm de tamanho de poros e geometrias 0/90° e 0/45°). O x segundo objectivo deste projecto pretendia avaliar a citotoxicidade in vitro de três diferentes cimentos de obturação: uma resina epoxy, AH Plus JetTM, e dois cimentos tendo por base silicone, GuttaFlow®2 e uma versão melhorada deste último material, o qual por ainda não se encontrar no mercado, será ao longo do trabalho designado por "improved" GuttaFlow®. De modo a avaliar a citotoxicidade in vitro destes materiais, utilizaram-se diferentes volumes de material (0,01; 0,02 e 0,03 mL) e também diferentes tempos de incubação, 72 e 120 horas. Avaliou-se igualmente a citotoxicidade in vivo destes materiais em modelos de implantação subcutânea. Para tal, os cimentos de obturação foram colocados em tubos de 8 mm de comprimento, obtidos por secção de abocats 18 GA (1,3 mm 48 mm), os quais foram implantados nos quatro quadrantes do dorso de ratos Wistar. Foram avaliadas as possíveis reacções dos tecidos aos 8 e 30 dias após a implantação e comparadas com as reacções induzidas com tubos de abocat sem material, nos mesmos períodos (grupos de controlo). O teste de citotoxicidade efectuado in vitro, com vista a atingir ambos os objectivos referidos, foi o teste do brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol2-il)-2,5-difeniltetrazólio (MTT), o qual se baseia na capacidade da enzima desidrogenase, presente em células metabolicamente activas, clivar os anéis tetrazólio do MTT e formar cristais formazano de cor violeta. Em ambos os casos (estudo efectuado com os scaffolds e estudo com os cimentos endodônticos), o teste de MTT foi realizado com macrófagos, fibroblastos e co-cultura de macrófagos e fibroblastos. Nas condições deste estudo, relativamente aos scaffolds avaliados, concluiu-se que os scaffolds constituídos por PCL/HA natural são os que apresentam melhor comportamento biológico in vitro (menor citotoxicidade). Os resultados obtidos permitiram, ainda, verificar que a arquitectura dos scaffolds desempenha um papel preponderante na interacção entre as células e os scaffolds. Scaffolds com poros de 300 μm e geometria 0/45° mostraram ser menos citotóxicos, o que, no presente estudo, significa que promoveram uma maior adesão e proliferação celular. No que respeita aos cimentos endodônticos, os estudos efectuados in vitro permitiram concluir que o "improved" GuttaFlow® é o menos citotóxico dos três materiais avaliados, sendo portanto o que apresenta maior biocompatibilidade. Palavras-chave: Biocompatibilidade. Citotoxicidade. Engenharia de Tecidos. Endodoncia. Scaffolds. Cimentos de endodônticos
URI: http://hdl.handle.net/10316/32624
Rights: embargoedAccess
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