Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10316/21653
Title: Bem-estar subjetivo no (des)emprego: um estudo sobre o ajustamento pessoa-ambiente profissional
Authors: Fernandes, Rosina Inês Ribeiro de Sá 
Orientador: Ferreira, Joaquim Armando Gomes Alves
Haase, Richard
Keywords: Orientação escolar; Construção de carreira; Questionário de Caracterização Geral e Profissional (versão para participantes com emprego); Questionário de Caracterização Geral e Profissional (versão para participantes sem emprego)
Issue Date: 14-Feb-2013
Citation: FERNANDES, Rosina Inês Ribeiro de Sá - Bem-estar subjetivo no (des)emprego: um estudo sobre o ajustamento pessoa-ambiente profissional. Coimbra : [s.n.], 2013. Tese de doutoramento
Abstract: Este trabalho constitui-se como mais um contributo para o estudo do bem-estar subjetivo em trajetórias de emprego e desemprego no âmbito do ajustamento pessoaambiente profissional. O projeto apresenta uma abordagem complementar ao modelo de Holland (1959, 1985, 1997) que partiu dos estudos de Haase e seus colaboradores (2008, 2010, 2011), procurando compreender as dimensões cognitivas relativas a cinco domínios de processamento de informação (peso da informação, interpessoal, mudança, estrutura da atividade e temporal) subjacentes ao ajustamento pessoaambiente profissional, assumindo-se a relevância do temperamento neste âmbito. Explorou-se o bem-estar subjetivo em geral e no domínio laboral (satisfação, sucesso e longevidade laboral) no âmbito do ajustamento pessoa-ambiente profissional e de outros constructos incluindo o temperamento, o processamento de informação e o tipo ocupacional de acordo com Holland bem como, variáveis sociodemográficas. Finalmente, procedeu-se à análise do bem-estar subjetivo no desemprego, numa perspetiva meramente exploratória, lançando pistas para investigações futuras. Participaram no estudo empírico de caráter quantitativo 562 adultos em situação de emprego e 73 sem emprego. A distribuição dos adultos em situação de emprego atendendo à tipologia de Holland foi a seguinte: 15 eletricistas (realista), 87 farmacêuticos (investigador), 88 jornalistas (artístico), 185 professores do 1º Ciclo do Ensino Básico (social), 88 agentes imobiliários (empreendedor) e 99 contabilistas (convencional). A recolha de dados decorreu de novembro de 2009 a maio de 2011 e os contactos foram estabelecidos pessoalmente e por e-mail, por conveniência e através de pesquisa aleatória de instituições, aplicando-se os instrumentos em papel e suporte digital. Foi construído um questionário de caracterização geral e profissional. No âmbito do bem-estar subjetivo utilizou-se a Satisfaction With Life Scale (SWLS) validada por Simões (1992) e a Positive and Negative Affect Schedule (PANAS) - versão portuguesa desenvolvida por Simões (1993). Aplicou-se no âmbito da satisfação com o trabalho, o Minnesota Satisfaction Questionnaire (MSQ) – versão reduzida, de Weiss, Dawis, England e Lofquist (1967) adaptado à população portuguesa por Ferreira, Fernandes, Haase e Santos (2009). Os instrumentos decorrentes dos trabalhos de Haase e seus colaboradores foram: o Pavlovian Temperament Survey (PTS-AmE) de Newberry et al. (1997); o Inventário de Preferências de Carreira (Haase et al., 2008); o Inventário de Preferências Ambientais - Polychronicity Índex (PI) - versão reduzida de Haase, Lee e Banks (1979); e as Tarefas de Estimativa da Magnitude (Haase et al., 2008) sobre 42 profissões distribuídas pelos seis tipos ocupacionais de Holland. Os dados foram analisados com o Statistical Package for Social Sciences (IBM 20), adotando-se o grau de confiança de 95%, valor de referência nas Ciências Sociais e Humanas. Foram usadas as técnicas pertinentes e adequadas às variáveis em análise e hipóteses delineadas. Verificou-se numa perspetiva descritiva a variabilidade na estimativa do processamento de informação em cinco domínios nas 42 ocupações. Salientam-se como principais resultados com significado estatístico no âmbito do primeiro objetivo: (1) a existência de diferenças nas capacidades de processamento de informação em função da profissão e não do tipo ocupacional; (2) as dimensões temperamentais diferenciaram os participantes em função da profissão e tipo ocupacional; e (3) a associação entre características de temperamento e capacidades de processamento de informação. Avançou-se para a segunda etapa tendo em conta as correlações estatisticamente significativas entre variáveis do bem-estar subjetivo em geral e no domínio laboral. Acresce-se a constatação em parte dos contributos evidenciados por Holland sobre o ajustamento pessoa-ambiente profissional e a sua relação com a satisfação profissional. O salário parece ter importância no sucesso e a longevidade laboral foi superior em indivíduos com menor ajustamento. Foi possível também verificar que: (1) o tipo ocupacional revelou-se significativo no bem-estar no domínio laboral, e em interação com o ajustamento, manteve a sua importância na longevidade laboral; e (2) as características temperamentais parecem ter mais relevância que as capacidades de processamento da informação na satisfação intrínseca com o trabalho. Verificaram-se resultados estatisticamente significativos em variáveis pessoais e contextuais incluindo as sociodemográficas, no bem-estar subjetivo em geral e laboral. No âmbito do terceiro objetivo constatou-se que em relação ao bem-estar subjetivo em geral: (1) a situação de desemprego não favorece os resultados; (2) a situação face ao emprego em interação com características temperamentais, bem como com capacidades de processamento de informação mostrou-se significativa; e (3) os indivíduos sem subsídio de desemprego apresentaram mais afetividade negativa. Encerrou-se o estudo explorando algumas variáveis em função dos grupos constituintes da amostra, constatando-se que: (1) os professores revelaram resultados inferiores no prestígio social; (2) há maior importância do trabalho nos participantes sem emprego; (3) parece haver mais pessimismo nos professores em relação ao futuro. A análise dos resultados permitiu a sugestão de pistas de investigação atendendo às limitações de natureza metodológica, nomeadamente da amostra. Enquadrado numa perspetiva cada vez mais atual da psicologia, na qual se destaca o paradigma positivo, este estudo permitiu acrescentar contributos à compreensão do bem-estar subjetivo em situação de emprego ou desemprego, nomeadamente através dos modelos de ajustamento pessoa-ambiente profissional.
This work constitutes a further contribution to the study of subjective well-being in (un)employment trajectories within the person-environment fit models. The project presents a complementary approach to Holland’s (1959, 1985, 1997) model. It was based on the studies of Haase and colleagues (2008, 2010, 2011) seeking to understand the cognitive dimensions related to five areas of information processing (information overload, interpersonal overload, change overload, time structure and activity structure) underlying the person-environment fit, assuming the relevance of temperament. We also explored the subjective well-being in general and in the work domain (satisfaction, success and longevity) within the person-environment fit and other constructs including characteristics of temperament, information processing capacities and occupational type according to Holland, as well as sociodemographic variables. Finally, we proceeded to the analysis of subjective well-being in unemployment, in an exploratory propose, suggesting directions for future investigations. Participated in the quantitative empirical study, 562 employed adults and 73 unemployed. The distribution of employed adults according to Holland’s types was: 15 electricians (realistic), 87 pharmacists (investigative), 88 journalists (artistic), 185 teachers (social), 88 real estate agents (enterprising) and 99 accountants (conventional). Data collection took place from November 2009 to May 2011 and contacts were established personally and by e-mail, by convenience and through random survey of institutions, applying the instruments in print and digital forms. A questionnaire was constructed for general and professional characterization of the sample. Within the framework of subjective well-being we used the Satisfaction With Life Scale (SWLS) validated by Simões (1992) and the Positive and Negative Affect Schedule (PANAS) - portuguese version developed by Simões (1993). Minnesota Satisfaction Questionnaire (MSQ) - short version of Weiss, Dawis, England and Löfquist (1967) adapted to the portuguese population by Ferreira Fernandes, Haase and Santos (2009) was used to access job satisfaction. The instruments from Haase and his colleagues work were: Pavlovian Temperament Survey (PTS-AmE) of Newberry et al. (1997); Career Preference Inventory (Haase et al., 2008); Inventory of Environmental Preferences - Polychronicity Index (PI) - short version of Haase, Lee and Banks (1979); and Magnitude Estimation Scaling Tasks (Haase et al., 2008) with 42 professions distributed among the Holland’s six occupational types. Data were analyzed using the Statistical Package for Social Sciences (IBM 20) assuming the confidence level of 95% as reference value in the Social Sciences. The relevant and appropriate techniques were used depending on the variables under analysis and hypotheses outlined. We obtained relative variability in the information processing demand in five domains on the 42 occupations and six types. The main results with statistical significance related to the first objective were: (1) the existence of differences in information processing capacities depending on the occupation and not on the occupational type; (2) the temperamental dimensions differentiated participants within occupation and occupational type; and (3) the association between temperament characteristics and information processing capacities. We advanced to the second stage of the study given the statistically significant correlations between variables of subjective well-being in general and in the work domain. In addition we found relevant contributions to Holland’s perspective on the person-environment fit and its relationship with job satisfaction. Salary seems to be important for the success but employment longevity was higher in participants with lower levels of fit. It was also possible to verify that: (1) the occupational type was significant in well-being in the work domain, and in interaction with the fit, retained its importance in employment longevity; and (2) the characteristics of temperament seem to have more relevance than the information processing capacities on intrinsic satisfaction with work. There were statistically significant results within personal and contextual variables including sociodemographic in subjective well-being in general and in the work domain. Related to the third objective, results suggest that: (1) the unemployment situation is related with lower levels of subjective well-being; (2) the situation regarding employment in interaction with characteristics of temperament, as well as with information processing capacities was significant in subjective well-being results; and (3) individuals without unemployment social benefits showed more negative affectivity. The study ended up exploring some variables within occupational groups in study, noting that: (1) teachers showed lower results in occupational prestige; (2) unemployed participants evaluated work as more important than all other participants; and (3) it seems that there is more pessimism within the future perspective in teachers. The analysis of the results allowed us to suggest lines of research given the methodological limitations specifically concerned with the sample used. Framed in the growing positive perspective of psychology, this study adds contributions to the understanding of subjective well-being in employment and unemployment, particularly through models of person-environment fit.
Description: Tese de doutoramento em Psicologia, área de Aconselhamento, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
URI: http://hdl.handle.net/10316/21653
Rights: openAccess
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